No discurso técnico e amparado na verdade, diga-se de passagem, Davi Alcolumbre foi incisivo: “Não aceitarei que atribuam ao Congresso Nacional uma responsabilidade que não existe. As decisões tomadas aqui foram técnicas, transparentes e voltadas ao interesse público. Não há aumento tarifário. Há, sim, compromisso com a modicidade tarifária, com o equilíbrio federativo, com a inovação e com o futuro do setor elétrico nacional” e finalizou afirmando que “chega de narrativas manipuladas, chega de terrorismo tarifário, chega de distorções feitas por quem quer manter privilégios e lucros excessivos às custas da verdade e da conta de luz do cidadão brasileiro”. Em seguida, comandou, com maestria, a sessão deliberativa na qual o Senado, na esteira do que havia decidido horas atrás a Câmara dos Deputados, anulou os decretos presidenciais que aumentavam o IOF. Os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, deram prova de que lealdade a Lula não significa subserviência. Fica claro que ambos tentam corrigir as barbeiragens do trio Haddad, Rui Costa e Alexandre Silveira, ainda que isso tenha custado o que não se via desde 1992: a edição de um Decreto Legislativo para derrubar ato normativo do Poder Executivo. O Congresso disse não ao aumento de impostos e dirá não ao aumento da conta de luz.