O carvão e a mídia e Paulo Pedrosa

Hoje foi a vez de Victoria Abel e Lauriberto Pompeu, dois conceituados repórteres de O Globo, noticiarem que o estopim da crise do IOF teria sido os “jabutis” inseridos pelo Congresso e que aumentaria a tarifa da conta de luz, o que já desmentido pelo próprio presidente Davi Alcolumbre, ao explicar que os vetos derrubados foram apenas os das PCHs, das eólicas do sul do país e das térmicas a biomassa, fontes renováveis que barateiam a conta de energia. Paulo Pedrosa, em nome da Abrace, associação dos grandes – leia-se “grandes” consumidores e que não se preocupam com os mais pobres, cuidou logo de dizer que “jabutis” partiram do Congresso Nacional. O que ninguém fala é que partiu da base governista na Câmara dos Deputados, a inserção do verdadeiro pé de jabuticaba que verdadeiramente vai encarecer a conta de luz do pobre consumidor cativo brasileiro: a renovação dos contratos de usinas térmicas movidas a carvão mineral, que atende aos interesses de Joesley Batista, dono da UTE de Candiota, no Rio Grande do Sul, comprada a preço de banana em flagrante prejuízo aos acionistas da Eletrobras. Ao não derrubar o veto que impede essa aberração financeira e ambiental, o Congresso mostra quem de fato está do lado dos mais pobres. Enquanto isso, parte da mídia – e o conspurcado Paulo Pedrosa – se calam sobre as térmicas a carvão, o verdadeiro jabuti que encarece a conta de luz e que o MME pretende retirar das cinzas.

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