Enquanto “batemos cabeça”, a companhia americana USA Rare Earth acaba de comprar o grupo Serra Verde, que explora terras raras em Goiás. A aquisição gira em torno de US$ 2,8 bilhões. A iniciativa demonstra que os agentes privados do setor, cansados da paquidermia do governo, resolveram assumir a vanguarda do negócio. Essa operação causará uma mudança sensível na geopolítica mundial de minerais críticos, matéria-prima essencial na fabricação de eletrônicos e para as indústrias automobilísticas e aeroespaciais. O Brasil, nesse assunto, como diz Caetano Veloso, “está na eternidade da maçã”.