“A proximidade de mais uma eleição desperta em mim uma inquietação que talvez seja compartilhada por muitos brasileiros: o que fazer quando a consciência política não encontra um lugar onde possa repousar? (…) Já não basta perguntar quais causas um candidato defende. É preciso observar de que maneira ele as vive, (…) que frutos produz quando o discurso cede lugar aos atos. A ética começa exatamente onde termina o slogan. Foi então que compreendi que meu voto não é um certificado de perfeição concedido a alguém. É um gesto de direção. Ao votar, não afirmo que encontrei a representação ideal da minha consciência. Afirmo apenas que, diante das possibilidades concretas de meu tempo, escolho o caminho que considero mais capaz de aproximar a sociedade dos valores que desejo ver florescer.” (A Política como Ética do Caminhar – Alayde Avelar Freire Sant’Anna)