As universidades federais estão passando por um intenso processo de sucateamento. Cortes de orçamento, congelamento de reajustes de servidores e ausência de investimento em infraestrutura são alguns dos problemas enfrentados. O reflexo desse sucateamento é evidente em todos os campus universitários do país e é especialmente gritante no campus de São Lázaro da Universidade Federal da Bahia. Este campus abriga a Faculdade de Filosofia e o Instituto de Psicologia e apresenta uma situação peculiar: embora seja reconhecido pela comunidade acadêmica e externa e possua um espaço físico próprio, separado dos demais campus, formalmente não está integrado à estrutura universitária da UFBA. Talvez isso justifique o esquecimento e até mesmo o abandono do espaço: as salas são extremamente quentes, sem ventiladores ou ar-condicionado, os banheiros carecem de papel higiênico ou sabonete, há falta recorrente de água, energia e internet, além de questões estruturais que levaram à interdição de prédios e até mesmo desabamentos. Ademais, a falta de transporte público e de segurança para a comunidade universitária tornam ainda mais desafiadora a participação na vida acadêmica em São Lázaro, não apenas para docentes e estudantes, mas também para técnicos e terceirizados.
Fim de caso
Discretamente, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que é filiado ao PL, está se distanciando do Bolsonarismo, ao contrário de seu correspondente paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O primeiro sinal foi a ausência na manifestação convocada pelo ex-presidente para o domingo, 25 de fevereiro, na Avenida Paulista, onde Tarcísio marcou ponto. A ausência foi delicadamente comunicada a Bolsonaro. Dizem as más línguas que Bolsonaro não acreditou nas razões. Cláudio Castro está metido em vários rolos policiais-judiciais e quer distância de novos problemas. Sobreviveu no governo do Rio, a ponto de ser reeleito, graças a uma parceria com Bolsonaro, então presidente. Uma parceria, diga-se de passagem, boa para os dois lados. Exemplo: Todas as demandas policiais de Bolsonaro e família no âmbito do estado foram devidamente contidas ou engavetadas. Nesse pacote, segundo fontes que entendem da relação crime-política-etc., está o “Caso Marielle Franco”, que completou seis anos de investigações infrutíferas.
Ouvidos de mercador
Os reclamos do ministro do STF (terrivelmente evangélico), André Mendonça, não têm razão de ser. No Rio de Janeiro, muitos líderes do tráfico de drogas são evangélicos e fazem questão de propagar a crença. Além do mais, o estado tem um histórico lamentável de ataques de intolerância religiosa em comunidades, praticados por traficantes. Até os postes do Rio de Janeiro sabem que há uma convivência, no mínimo amistosa, entre o tráfico de drogas e igrejas evangélicas neopentecostais; e também entre milícias e igrejas neopentecostais. Relações diferentes que por vezes se misturam. O ministro Gilmar Mendes não disse nada de novo ao se referir às narco milícias evangélicas A parceria entre tráfico, milícias e igrejas pentecostais, na periferia do Rio de Janeiro, é, por exemplo, tema estudado, há mais de 20 anos, pela socióloga Christina Vital Cunha, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O golpista da Marinha empregou a mulher numa multinacional
Em meio às sucessivas denúncias contra os militares de Bolsonaro que queriam dar ao golpe, a mais nova é que a mulher do ex-chefe da Marinha, Almir Garnier, foi alojada no grupo EDGE dos Emirados Árabes com salário altíssimo. O episódio é mais grave porque, assim que ela entrou, o grupo conseguiu contratos vantajosos com a Marinha. Como diria o velho Boris Casoy: “é uma vergonha”.
Alckmin vai disputar o governo de São Paulo
O atual vice-presidente da República e ministro de Estado do governo Lula, Geraldo Alckmin, vai disputar a sucessão estadual. Durante os períodos em que governou o maior estado do Brasil, São Paulo cresceu. Ele é o nome preferido do PIB paulista para assumir o próximo governo.
De primeira. Anistia para Bolsonaro
Com as revelações de depoimentos de oficiais generais do Exército e da Força Aérea, os bolsonaristas estavam agitados, ontem, no Congresso Nacional, querendo apressar o projeto de anistia não só para o capitão como para os demais militares que iriam apoiá-lo na aventura contra a democracia. Será difícil. Tanto isso é verdade que o capitão sumiu de circulação.
Valdemar vai ser punido
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, pode ser punido a qualquer momento. Está comprovado que ele usou o dinheiro dos fundos eleitoral e partidário para pagar não só a Bolsonaro, como à mulher dele, e os oficiais generais que conspiraram. Valdemar dá declarações de que não sabia do golpe, quando, na verdade, ele recebeu a minuta. Ninguém acredita mais nele e o PL vai ser sacrificado.
Sete empreiteiras unidas pela Lava Jato devem R$ 8,2 bilhões
O levantamento acaba de ser feito de maneira sigilosa pelo governo federal e assustou pelos números extraordinários.
A Novonor/Odebrecht é a maior devedora
A Novonor/Odebrecht deve R$ 2,594 bilhões. Em seguida, vem a Metha com R$ 1,929 bilhão; Andrade Gutierrez com R$ 1,33 bilhão. São as maiores devedoras.
CGU e advogados de empreiteiras fazem acordo
Neste início de semana, a CGU e os advogados das empreiteiras estiveram reunidos para um acordo. Ficou deliberado que quem deve ao governo federal pode ter redução das punições da Lava Jato, mas quem não pagou à Petrobras e à Eletrobras não terá redução.
O PSD de Kassab pode eleger a presidência do Congresso Nacional
Com a maior bancada, composta de 15 integrantes, o PSD de Gilberto Kassab, se unir com o PT, o MDB e o PSB, somam 39 votos. Ficam faltando apenas dois votos para a maioria na eleição do novo presidente.
Kassab também tem o maior número de prefeitos do interior do Brasil
O PSD tem 969 prefeitos; MDB, 838; PP, 712; UB, 564; PL, 371; PSDB, 345; PSB, 289; PDT, 258; Republicanos, 257; PT, 227 e Podemos, 162.