Wagner e Gleisi duelam

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, é contra a reeleição. A presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann, é favorável. Edinho Silva vai substituir Gleisi daqui a um ano na presidência do Partido dos Trabalhadores.

Denúncia grave contra o Exército

Um total de quase 17 mil armamentos foram encontrados de maneira irregular pelo Tribunal de Contas da União. O fato sacode Brasília porque o Exército, que deveria fiscalizar, fez vista grossa.

TCU descobre que os CACs armaram mais de 5200 bandidos. E o Exército liberou

Continua repercutindo em Brasília a descoberta do TCU onde o Exército liberou milhares de armas para bandidos, assaltantes e criminosos. Tudo isso no governo de Jair Bolsonaro. É mais um escândalo nas costas do capitão. 

Acorda, Lula

A nota “Em defesa da UFBA”, publicada neste blog na semana passada, deu o que falar e cumpriu o seu objetivo. Ao botar o dedo na ferida de um governo que se diz defensor da universidade pública e a sucateia com um corte absurdo de R$ 13 milhões de reais, muita gente despertou para o problema e os protestos ficaram incontroláveis, com o anúncio até de indicativo de greve na UFBA. Que o presidente Lula acorde para a vida e seja mais coerente em seu discurso. Se falou, tem que cumprir. Senão, é estelionato eleitoral. 

Partido Dividido

A ruptura no núcleo do União Brasil deve custar caro a todos os líderes da legenda, especialmente aos pré-candidatos do partido para a presidência da Câmara e do Senado. A guerra entre a criatura e seu criador deixou feridas expostas e que dificilmente irão cicatrizar no tempo necessário.

Partido Dividido II

A guerra no União Brasil, que tem tudo para acabar em prisão, fortaleceu as pré-candidaturas do PSD, de Gilberto Kassab, e do Republicanos para a posição ocupada atualmente por Arthur Lira e criou um problema inesperado para Davi Alcolumbre voltar à presidência do Senado. Para grandes legendas como o PT, a ruptura no União veio em um momento crucial para viabilizar uma candidatura de centro-esquerda para derrotar o deputado baiano Elmar Nascimento, que antes da guerra era o candidato preferido de uma federação partidária que perdeu seus fundamentos.

Os Prejudicados

Com o clima atual no União Brasil, pré-candidatos a prefeito da legenda estão extremamente ansiosos. Para quem entende de partido e de composições partidárias, o timing da guerra no núcleo do partido não poderia ter sido pior para o partido, que já sofria internamente com recursos insuficientes para todos os seus candidatos.

Takeover

Com a ruptura na ala do PSL, não será surpresa que a turma do DEM faça uma reviravolta e assuma o controle do União Brasil. Muito hábeis e experientes em momentos de crise, ACM Neto e Davi Alcolumbre seriam os nomes ideais para devolver a paz à legenda.

Tragédia festejada

A violência continua sem trégua na Bahia. Parece até que essa tragédia é motivo de festa. Senão, como explicar os gastos absurdos tanto do prefeito da capital quanto do governador com eventos festeiros, quando poderiam estar destinando esses recursos a medidas que atenuassem a desembestada criminalidade que tirou a paz e tranquilidade dos baianos. Sabemos que a responsabilidade maior é do governo do estado, mas a prefeitura pode também colaborar como fazem outras pelo Brasil, a exemplo do Rio de Janeiro, antiga capital do crime, que vem perdendo a posição para Salvador e o estado fluminense para a Bahia.

Fogo na trincheira bolsonarista

A malta bolsonarista está em pânico com os desdobramentos e consequências do depoimento do general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército. Os cuidados da PF para que não haja vazamentos sobre o conteúdo indicam que o material é precioso. O que se sabe até agora é que o general não deixou pergunta sem resposta e fez questão de detalhar todas as ações do plano golpista e determinar responsabilidades, o famoso “nome aos bois”; um termo bem apropriado quando se fala em bolsonarismo. Dizem as más línguas que o desespero começou logo cedo, quando no Jornal Hoje, da “comunista” Rede Globo de Televisão, o jornalista César Tralli disse que uma fonte o havia informado que Freire Gomes estava respondendo a todas as perguntas, com riqueza de detalhes e colaborando com as investigações. Tralli fez uma previsão que se confirmou, “o depoimento vai longe.” E foi o que aconteceu, o general falou por mais de sete horas. Antes de implicar os bolsonaristas, o que Freire Gomes mais deseja é manter-se na condição de testemunha. O primeiro passo nessa direção ele já deu, abriu o verbo.  

Fogo na trincheira bolsonarista II

A estratégia do general Freire Gomes, que comandou o Exército em 2022, é simples. Ele sabe que seu comportamento durante a conspiração pode ser interpretado como omissão. Antes do depoimento, a Polícia Federal entendia que Freire Gomes teve papel importante ao evitar que as tropas do Exército fossem utilizadas numa aventura golpista; mas que ele ainda precisava explicar porque não denunciou o que estava sendo tramado dentro do governo. Entregando Bolsonaro e sua malta, o general ganha a simpatia da opinião pública que, no Brasil, adora “passar pano” e seguir em frente. Até agora a estratégia está funcionando. Nove entre dez colunistas políticos, impressionados com a duração do depoimento, exaltaram a coragem do general e o fato de ter escolhido o lado da Constituição e do Estado Democrático de Direito. O general, ouvido na condição de testemunha, sabia que era obrigado a falar a verdade. E que qualquer deslize teria sérias consequências. 

Fogo na trincheira bolsonarista III

Na malta bolsonarista muitos atribuem a disposição do general Freire Gomes de abrir o verbo, para os rapazes e moças da Polícia Federal, ao também general Walter Braga Netto. Numa das muitas ligações telefônicas interceptadas pela PF, Braga Netto chama Freire Gomes de “cagão” por não ter aderido ao golpe. Braço direito de Bolsonaro em todas as sandices do governo Bolsonaro, Braga Netto emerge como o grande operador da tentativa de golpe. Mas o empenho do general não era nem ideológico, nem patriótico, mas econômico. Se manter no poder seria um ótimo negócio para ele e seus cupinchas. Um exemplo: ele recebeu 926 mil reais de salários em apenas dois meses de 2020, quando o Brasil atravessava o auge da pandemia de Covid-19. A denúncia foi do deputado Elias Vaz (PSB-GO), a partir de informações publicadas no Portal da Transparência. Braga Netto nunca desmentiu nem acionou o deputado judicialmente.

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