Sem presidente desde maio de 2016, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, órgão que julga os casos de cartel e autoriza fusões e aquisições no Brasil, tem atormentado a vida de presidentes e controladores de uma longa lista de empresas e bancos. Mesmo com quase um bilhão de reais arrecadados recentemente com acordos de leniência celebrados com empreiteiras da Lava Jato, e com bancos estrangeiros que atuaram no Cartel do Câmbio, o órgão continua com a mesma estrutura enxuta e insuficiente para atender à crescente demanda por suas decisões. Com isso, transações e punições bilionárias que poderiam transformar setores e devolver bilhões de reais às empresas brasileiras, como a condenação do Cartel do Câmbio, caminham a passos de tartaruga, presos na burocracia e na ineficiência da instituição.
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