Após a comemoração pelo sucesso do leilão que concedeu o aeroporto de Salvador à iniciativa privada, alguns baianos que estiveram recentemente em Lisboa estão extremamente céticos com relação às melhorias que o novo operador trará ao aeroporto. É que a ganhadora do leilão, a francesa Vinci, também é a operadora do aeroporto da capital lusitana há anos. Diferentemente do que se espera de um aeroporto administrado pela iniciativa privada, em Lisboa atualmente faltam pontes de embarque e sobram filas quilométricas e demoradas na alfândega por falta de pessoal. Além disso, mesmo com um aumento substancial de passageiros nos últimos anos e com o aeroporto operando perto da sua capacidade máxima, faltam investimentos significativos. Com isso, fica difícil acreditar que a Vinci cumprirá em Salvador mais do que manda o edital. Pelo visto, os baianos continuarão sonhando por muito mais tempo com terminais do nível de capitais de mesmo porte, como Belo Horizonte e Brasília.
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