Urna funerária

Aliás, é dura a vida do carioca. Em quem votar para prefeito e governador quando a Justiça Eleitoral obrigar os pobres eleitores a cumprirem sua missão cívica? Os nomes de nada menos do que 28 políticos cariocas aparecem, com destaque, nas planilhas de doações de campanha suspeitas  do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior. 

Entre as estrelas da lista,  o governador Luiz Fernando Pezão (“unha-e-carne” do presidiário Sérgio Cabral, seu antecessor no cargo);  o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, mais conhecido pela alcunha de “Nervosinho” no departamento de propinas da Odebrecht, segundo relatos de delatores da Lava-Jato; e Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito da cidade César Maia e atual Presidente da Câmara dos Deputados.

Não por acaso o Rio de Janeiro ostentou, nas últimas eleições, em outubro de 2016, a maior taxa de abstenção entre as capitais do país  e  o maior índice de votos brancos e nulos desde a implementação das urnas eletrônicas no Brasil, em 1996.

Somados, 38,1% dos eleitores da cidade não confiaram  seu voto a nenhum candidato.

E isto foi antes da Lista 2 de Rodrigo Janot.

Se continuar como está, a urna eleitoral se tornará urna funerária na cidade maravilha.

Deixe um comentário

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑