Privilégios e libertinagem

Os organizadores da festa têm privilegiado poucos e os mesmos, e tem sufocado principalmente os blocos afros e afoxés, que sempre se diferenciarem no Carnaval, por terem se tornado grandes movimentos
e merecerem lugar de destaque na mídia nacional e internacional.
É um crime cultural não investir na preservação dessas entidades carnavalescas, que contam a história da cultura negra e desempenham
um papel social importante, fora do Carnaval. A festa em Salvador se transformou numa disputa de egos, na exploração política e comercial de espaços, e no destino incentivado da liberdade sexual, o que também tem afastado um grande número de foliões. Ao buscarem caminhos apelativos e mais fáceis pra atrair turistas, Salvador corre o risco de acabar perdendo foliões, para as bandinhas, fantasias e o humor dos velhos carnavais, reeditados principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.

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