Ordenamento Moral (I)

Merece uma reflexão maior o pedido feito por Dias Toffoli a Vale: não judicializar o processo de indenização das vítimas da tragédia de Brumadinho. Louvável pelo caráter humanitário, trata-se também de uma confissão da incapacidade do judiciário de prover aos cidadãos os direitos e garantias previsto nas leis, uma confissão da falência do Sistema Jurídico. Ele assume mais uma vez que nosso ordenamento jurídico está assentado em ritos processuais que protegem os grandes grupos econômicos, oligarquias políticas, os amigos da corte, sempre orientados por grandes advogados ($$$) com trânsito livre nas altas esferas do Poder Judiciário e especialistas em procrastinar o cumprimento da lei. Está faltando é Ordenamento Moral.

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