Carnaval baiano

Todo mundo sabe que a folia baiana é superlativa, e não é de agora. Pra melhor ou pra pior, ao longo dos anos, mudaram os trios elétricos, as mortalhas, os ritmos, os circuitos e os camarotes. O que nunca muda é a alegria das centenas de milhares de turistas que chegam alegremente pra curtir o carnaval da capital da Bahia. O problema são os “donos da festa” (leia-se Prefeitura de Salvador), principalmente da atual gestão de oito anos do prefeito-folião ACM Neto, que projeta tudo em excesso e com focos essencialmente econômico e eleitoral. Uma dúzia de dias de carnaval, e com invenção de um arrastão iniciando às 09:00 horas da quarta-feira de cinzas, criação de uma dezena de circuitos ( e querendo mais), centenas de camarotes milionários proibidos para os bolsos dos baianos, milhares de imensos isopores guardados por miseráveis ambulantes, reduzindo os espaços dos foliões. Enfim, uma usina de dinheiro vinda de todos os lados. Detalhe: Salvador, este ano, caiu pra quinta posição de destino de carnaval entre todas as capitais do país. E, agora, com o recrudescimento da violência, que registrou um recorde de mais de 300 cirurgias e atendimentos à lesões faciais (socos), e que virou manchete em todas as mídias nacionais e internacionais. Nem sempre o superlativo é o ideal.

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