Está embolada a investigação sobre a aquisição frustrada de respiradores para o Consórcio de Governadores do Nordeste. Apesar de a Operação Ragnarok ter sido deflagrada por iniciativa do governo baiano, que foi prejudicado pelo pagamento adiantado de R$48,7 milhões e de nunca ter recebido os equipamentos, motivo de incursão da polícia baiana prendendo a quadrilha e dando início a investigação, o assunto cresce na mídia. É que foi descoberta a planilha de repartição dos lucros, realizada pela CEO da empresa Hempcare, Cristiana Prestes, entre sócios, parentes e outros colaboradores. Vamos à contabilidade: cerca de R$12 milhões foram distribuídos entre sócios e “facilitadores” da operação; R$9 milhões para um responsável pela “ponte” com o Consórcio comprador; outro colaborador teria recebido R$ 3 milhões por ter facilitado o contrato inicial com o Consórcio; e ainda se revela uma doação de R$120 mil para uma irmã da dona da empresa. Uma confusão milionária que ainda vai render muitos problemas para os envolvidos.