No ano de 2010, o então presidente LULA, sob forte pressão da ABRACE, editou o famoso Decreto n.º 7.129/2010 que prorrogou por 5 (cinco) anos o contrato da CHESF com as indústrias Dow, Braskem, Novelis, Gerdau, Caraíba Metais, Ferbasa, Vale, dentre outras. O argumento da Abrace, à época, era de que a Lei n.º 10.848/2004, que regulamentou o setor elétrico e já havia dado uma prorrogação anterior aos contratos com a Chesf até 2010, tinha como premissa o acesso a um mercado livre de energia elétrica que não se teria concretizado no Nordeste. As empresas também alegaram que, nos anos 70 e 80, pagaram empréstimos compulsórios em favor da Eletrobrás que alcançam R$1,7 bilhão atualizado para 2010. A ideia da legislação era justificável: permitir que essas empresas de consumo intenso pudessem comprar energia mais barata mantendo os contratos firmados anteriormente, até que elas pudessem construir sua própria geração.