Hoje é uma coisa… amanhã já é outra coisa

Uma só autoridade com duas personalidades, duas opiniões e dois discursos públicos ao longo do tempo: em setembro de 2020, Bolsonaro recusou, garboso e soberbo, a sinalização de uma possível ajuda internacional à região Amazônica sempre envolvida em desmatamentos e queimadas. Joe Biden, então candidato à presidência dos EUA, acenava com um futuro auxílio de US$ 20 bilhões para preservar a região. Bolsonaro questionou as intenções, e esnobou a ideia. Agora, abril de 2021, após o país estar com péssima imagem em todo o mundo graças ao desrespeito ao meio ambiente, Bolsonaro, em carta ao presidente americano, virou outro homem: “Reitero o compromisso do Brasil e do meu governo com os esforços internacionais de proteção do meio ambiente, combate à mudança do clima e promoção do desenvolvimento sustentável. Teremos enorme satisfação em trabalhar com V. Excelência em todos esses objetivos comuns”. E insinua ajuda: “depende da viabilização de recursos anuais significativos” para tomada de ações efetivas visando acabar com desmatamentos até 2030, além de outras promessas de providências em prol do meio ambiente no Brasil.

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