O impasse do Orçamento começou em dezembro

Foi uma bomba de efeito retardado. O impasse na votação do Orçamento começou em dezembro, quando o governo entrou de cabeça na eleição para presidente da Câmara apoiando o deputado Arthur Lira (PP-AL). A vitória de Lira foi ancorada na promessa de liberação de emendas orçamentárias. No total, R$ 16 bilhões – nada menos que oito vezes mais do que os recursos do fundo eleitoral destinados à disputa pelas prefeituras e vagas de vereador no ano passado. As promessas foram avalizadas pelo então ministro da Secretaria de Governo e hoje chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos. Pois bem, são essas emendas que estão na base do estouro do orçamento e que Arthur Lira não admite que sejam cortadas. Todo mundo sabia que o governo tinha prometido mais do que podia pagar, mas a conta só chegou há um mês.

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