Fora do ritmo

Indiferente ao intenso combate à pandemia vivenciado diariamente pelos estados e municípios, o governo federal vem segurando o envio de recursos de custeio para auxiliar as gestões estaduais em todo o país. Por mais que se façam “ginásticas” locais para administrar os leitos disponíveis para tratamento da Covid-19, via de regra todos os estados se ressentem da falta do apoio financeiro necessário. Na Bahia, por exemplo, onde cerca de 1.600 leitos de UTI e mais 1.600 clínicos estão funcionando regularmente, sem ameaças de colapso no atendimento Covid-19, o governo federal só comparece com 25% a 30% do que é gasto. O secretário estadual da saúde, cardiologista Fábio Vilas-Boas, reclama desse distanciamento contábil entre o que é necessário para o socorro público estadual agravado pela pandemia e o que disponibiliza na pasta federal: “Os estados vêm solicitando aporte federal de R$40 bilhões. E o governo federal, até agora, não apresentou nenhuma sinalização de custeio nesse sentido. Nossa saída é continuar trabalhando intensamente nos hospitais e acreditar fortemente nos milagres baianos”.

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