Estratégia bem sucedida

O Consórcio de governadores do Nordeste e da Amazônia Legal queria 37 milhões de doses da vacina russa Sputnik V em março de 2021. O governo baiano, por exemplo, celebrava, bem antes (setembro de 2020) um contrato com o Fundo Soberano Russo para 9,7 milhões de doses. De lá pra cá, o órgão federal de vigilância sanitária, ANVISA, enredou-se em análises, avaliações, exigências documentais e outros salamaleques, incluindo visita relâmpago às terras geladas da Rússia. E negou todos os pedidos de importação. Hoje, com o Brasil se aproximando do meio milhão de óbitos pela pandemia e uma CPI nos calcanhares do governo, finalmente o órgão federal consentiu, mesmo que a contragosto, com a importação limitada a 1% da população dos estados importadores. A estratégia dos governadores será concentrar a aplicação em poucas cidades do interior e avaliar de perto os resultados. Desse modo, terão uma amostra prática – e conclusiva – sobre a eficácia e segurança da vacina Sputnik V. Aliás, já aplicada em mais de 60 países. Assim, a ANVISA não poderá impedir a liberação da importação de mais quantidades da vacina russa, alegando falta de informações técnicas… Será um “xeque-mate” na teimosa ANVISA.

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