Um presidente tão bonzinho

O velho golpe do “bode na sala” está de volta. Vivendo a fase pós-internação, Bolsonaro parece disposto a mudar tudo que incomoda o seu plano de reeleição… Atendendo ao clamor crítico da opinião pública, escandalizada com os R$5,7 bilhões anunciados para o Fundo Partidário, o comovido presidente já anuncia que vai vetar o projeto reduzindo o valor da mamata. Mesmo que o valor corrigido por sua excelência ainda fique sendo o dobro da verba Fundão do ano passado. Na mesma vibe de líder justo após a alta médica, afirmou que houve “exagero” de Paulo Guedes na proposta de reforma do Imposto de Renda enviada ao Congresso. “Houve um exagero (…) realmente a Receita, no meu entender, foi com muita sede ao pote. Se chegar aumentando a carga tributária, eu veto”. É bastante sabido que todas as ações da gestão federal, desde as etapas iniciais, passando pelo planejamento e envio de projetos para o Congresso Nacional, passam, antes, pela mesa e crivo do Presidente da República. Contudo, se as ruas reclamarem, e o prestígio presidencial estiver em baixa – como atualmente – tira-se rapidamente “o bode da sala” e volta tudo a ficar mais suave e cheiroso para o capitão. A próxima “bondade” será o auxílio emergencial retornando aos R$600. Viva o Mito!

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