Insanidade I 

Após o esdrúxulo encontro com o corpo diplomático acreditado no país, Bolsonaro conseguiu um fato inédito: reunir o mundo jurídico, a imprensa nacional e internacional, a Polícia Federal e até o governo dos EUA contra ele e sua cruzada insana sobre a vulnerabilidade das urnas eletrônicas. Uma unanimidade. O vexame foi tal que até seus aliados mais devotados, como o fiel escudeiro Arthur Lira, preferiram o silêncio ao apoio diante da humilhação que ele impôs à nação. Se a encenação era um ensaio pré-golpe, deu ruim. Muito ruim. A estratégia engendrada pelos generais de pijama mostrou que o país repudia golpistas e atos antidemocráticos. Bolsonaro não convenceu nem seu staff de comunicação, que fez questão de vazar para a mídia que não teve nada a ver com o triste espetáculo. Solitário em seus delírios, Bolsonaro é abatido por ele mesmo, dia após dia. É significativo que tenha cancelado a motociata do Rio de Janeiro no próximo final de semana. Sua trôpega campanha foi abalroada por sua insanidade.

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