De volta ao passado

Depois do desastroso encontro com os embaixadores e a enxurrada de críticas sobre suas falsas denúncias sobre sistema eleitoral brasileiro, esperava-se um Bolsonaro com mínimo de bom senso na convenção que confirmou seu nome à reeleição. Não foi o que se viu. Lançou uma campanha militarizada, autodenominou-se “capitão do povo” e confirmou um general (Braga Netto) como seu vice. Chegou ao requinte de colocar uma trilha sonora com o som de um tambor ao ritmo de marcha militar. Fez referências ao Exército brasileiro como sendo o “exército do povo”. Já em relação ao STF, disse que “supremo é o povo” e não a corte superior. Convocou os fanáticos que o seguem a irem às ruas no Sete de Setembro. Citou o nome do Exército uma dezena de vezes. O que ele quer com essa militarização? Intimidar o Supremo, o TSE e a população que não vota nele. O recado é claro: ou vocês me elegem, ou vai ter golpe. 

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