A Muralha

O tarimbado Dr. Ulysses Guimarães ensinava aos jovens políticos: “Quando você brigar com alguém, não conte para sua mulher. Você pode até esquecer, mas ela jamais esquecerá até o final dos dias”. Pois é. As mulheres não esquecem. E sabem direitinho tudo que Bolsonaro aprontou no exercício da Suprema Magistratura do país. Lembram bem o que ele fez na crise sanitária que assolou o mundo e o Brasil. Ignorou a pandemia. Desacreditou a vacina. Defendeu um remédio inócuo, a malfadada cloroquina. E demorou meses para, finalmente, comprar a vacina. Mas aí, a Covid já tinha devastado milhares de lares. Na educação, desmontou um Ministério que é caro às mulheres: a educação dos seus filhos, única saída para uma vida melhor. Não esqueceram também as ofensas às mulheres, com suas declarações e comportamento machista. E para coroar o conjunto da obra, o governo Bolsonaro vem corroendo dia a dia o poder de compra das famílias. As pesquisas divulgadas ontem refletem o sentimento feminino: no levantamento do BTG/FSB, por exemplo, 46% das mulheres preferem Lula e 24%, Bolsonaro. Uma muralha. Não será o discurso bíblico-messiânico de Michelle Bolsonaro que reverterá a antipatia das mulheres ao seu marido. Mulheres têm memória. E como! Sábio, o doutor Ulysses. 

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