Nem a Psiquiatria explica

Incorrigível nas provocações e na descompostura que o caracterizam, Bolsonaro, um militar desqualificado, agora resolveu fazer sua própria parada militar, onde pretende reunir, pela primeira vez, no dia 7 de Setembro, na Praia de Copacabana, as “nossas Forças Armadas e as nossas irmãs, forças auxiliares, que estarão desfilando ao lado do nosso povo”, anunciou, cheio de prepotência, no último final de semana. Resta saber que “nossas Forças Armadas” são essas e quais seriam “as forças auxiliares”… a milícia carioca, quem sabe? Não bastasse tudo que já esculhambou nos últimos tempos, agora quer dar outra demonstração de esculhambação, valendo-se de uma data nacional e cívica, de todos os brasileiros, na comemoração do bicentenário da Independência. Conclama seu gado a ir às ruas, devidamente escoltado pelas tais “forças auxiliares”. Mais uma vez usa as Forças Armadas em sua campanha eleitoral, de forma ilegal, criminosa e acintosa. Sua irresponsabilidade não tem limites. Cabe agora aos comandantes das Forças enquadrar o capitão, dando um basta nesse desfile de horrores que ele pretende fazer nessa data emblemática. Não existe “minha” ou “nossa” Forças Armadas. Existem as Forças Armadas do Brasil, sem pronome pessoal, seja no plural ou no singular.

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