Sinal de alerta nacional II

Se o marketing eleitoral de Lula tem sido acusado de sucessivos vacilos ultimamente, as últimas pesquisas como a do Instituto Veritá, aponta que na Bahia o ex-presidente teria apenas 55,5% das intenções de voto, contra 32,7% do PR Jair Bolsonaro. E é aí que mora o problema. No início da pré-campanha, a cúpula do marketing sugeriu que Lula se mostrasse de certo modo neutro na Bahia, para não perder votos do à época lider nas pesquisas, ACM Neto. Deu no que deu e a neutralidade de Lula no estado resultou na diminuição da diferença entre ele e Bolsonaro. Neto, o candidato, que não tem lado, vem caindo vertiginosamente nas pesquisas e Lula, sem também assumir com maior ênfase sua preferência por Jerônimo Rodrigues, este que está em franca subida decorrente apenas dos apoios de Rui Costa e Jaques Wagner, parece padecer do mesmo problema. Se levado em consideração o tamanho do colégio eleitoral baiano, ou Lula começa a mostrar a cara na Bahia e tomar lado na disputa estadual, ou essa neutralidade poderá lhe custar uma derrota nacional no primeiro turno. Lula precisa alcançar 70% do eleitorado baiano se quiser vencer no primeiro turno e só a assessoria de comunicação do candidato não percebe que a estratégia de neutralidade naquele estado prejudica nacionalmente a campanha.

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