Michelle Bolsonaro se presta a qualquer papel para manter seu status quo de primeira-dama. Junto com sua inseparável amiga talibã Damares Alves, foi visitar — leia-se pressionar — as meninas venezuelanas que, involuntariamente, se transformaram no epicentro da campanha presidencial, ao serem equiparadas às prostitutas pelo presidente sem noção que hoje governa a nação. Mais preocupado em salvar sua reputação, uma vez que foi denunciado como pedófilo nos quatro cantos das redes sociais, Bolsonaro mandou suas emissárias para tentar contornar os danos à sua imagem, o chamado “tirando o corpo fora”. Em nenhum momento, nem ele, nem Michelle, nem Damares, pensaram nas adolescentes, já super expostas depois dos comentários de cunho machista e sexual do presidente. E se fosse com as filhas de Michelle, Laura e Letícia? Ela colocaria acima da maternidade e da responsabilidade as benesses e as mordomias palacianas que lhe proporcionam o status de primeira-dama? Fica a pergunta que não quer calar para milhões de mulheres brasileiras.