Ligações perigosas

Um vídeo restabeleceu a verdade dos fatos. A deputada bolsonarista, flagrada perseguindo um homem negro com uma arma em punho, pelas ruas de um bairro “diferenciado” de São Paulo, mentiu. Ele, o homem negro, não a empurrou, não a agrediu nem cuspiu nela como a parlamentar afirmou. Mas, segundo testemunhas, o homem negro, supostamente integrante da torcida organizada Gaviões da Fiel, usou da ironia para externar seu desprazer ao encontrar a deputada; armada e cercada de seguranças também armados. Muitos podem não entender porque a frase “te amo espanhola”, pinçada de uma música de sucesso, irritou a ponto de tirar do sério a parlamentar paulista, a ponto de sacar a arma e mesmo atirar, sob o risco de produzir uma tragédia. Todo mundo tem aquele evento incômodo no passado e dizem as más línguas (quem está livre delas?) que a deputada teria exercido a mais antiga profissão do mundo na Espanha, antes de se dedicar à extrema-direita e à defesa intransigente da família e dos valores cristãos. Daí o destempero. Para defender a sua moral, a deputada cometeu crimes em sequência: 1- Estava armada, desrespeitando uma determinação do TSE; 2- Não tem porte de arma; 3- Atirou no meio da rua; 4- Ameaçou, apontando uma arma, um homem desarmado; 5- Mentiu, inclusive para a autoridade policial. Resta saber o que o ex-deputado Roberto Jefferson, que tão violentamente atacou a ministra Cármen Lúcia e depois se desculpou com as citadas profissionais, acha disso tudo, no seu refúgio em Bangu.

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