O fim de uma dinastia

A derrota de ACM Neto encerra um longo ciclo histórico na Bahia. Superam-se os últimos resquícios da ditadura militar que, embora militar, contou com um decisivo apoio civil. O avô do atual candidato derrotado é um bom exemplo. Sua memória está indelevelmente ligada ao autoritarismo, ao mando e ao coronelismo. Dominante durante quase 40 anos na política baiana, ACM, o velho, como todo caudilho, não criou herdeiros. Mas a força do nome foi usada e bem usada pelo neto. De qualquer forma, há um sopro de modernidade e de recomeço na Bahia e não tem exatamente relação com um partido. Foram necessários 15 anos para que a forte presença de Toninho Malvadeza, o apelido não é exagero, deixasse de pairar sobre as decisões e escolhas políticas no estado. Não sabemos como será o futuro, naturalmente, mas existe a certeza de que uma nova página da história baiana está sendo virada nesse segundo turno. Que o Carlismo descanse em paz definitivamente.

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