Silvio Almeida, sucesso de público e crítica

Cresce a olhos vistos, dentro e fora do governo, o prestígio do ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida. As participações seguras no Congresso foram os primeiros sinais de que não veio a Brasília a passeio. Já há até aqueles que defendem Silvio Almeida no STF. Enquadrou, com elegância e firmeza, os Senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicamos-DF), que tentaram lhe entregar uma réplica de feto de plástico. Os dois senadores são militantes radicais antiaborto. Após desancar os dois, o ministro ganhou a plateia ao lembrar que a esposa está grávida. Damares também foi vítima de outra invertida de Silvio Almeida. Numa das sessões especiais no Senado, a senadora afirmou que sentia compaixão por ele, que estaria sendo “mal assessorado” e usando dados incorretos. O ministro mostrou de forma didática, usando números oficiais, que Damares, como ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Bolsonaro, havia desmontado todos os principais programas ligados a Direitos Humanos do país. Damares calou. Silvio Almeida fez ainda uma bela participação na 52ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça. Em primeiro lugar, deixou claro que o Brasil estava de volta às grandes questões dos Direitos Humanos. Foi recebido com alívio e admirações, depois dos vexames que o país viveu no CDH-ONU nos últimos anos. Defendeu uma aliança contra os discursos de ódio baseados no racismo, na xenofobia, no sexismo e na LGBTfobia. E se comprometeu a lutar contra todas as formas de violência e defender as populações marginalizadas. Citou Nelson Mandela e Ailton Krenak e reconheceu o “quadro escandaloso de desmonte, negligência e crueldade” encontrado no Brasil após os últimos anos. Lavou a alma de muitos brasileiros, encantou a plateia e ganhou mais alguns fãs em Brasília.

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