Candidato a craque do time

Lula marcou um gol de placa ao escolher Fernando Haddad como ministro da Economia. Filósofo, Advogado e Economista, Haddad é um petista raiz diferente, com paciência para negociar projetos com partidos e políticos divergentes. E essa qualidade, diante de um Congresso hostil e importantes setores rebelados, como o Agronegócio, é essencial. Em seis meses, Haddad conseguiu delinear uma política econômica que, apesar das resistências aqui e ali, foi bem recebida, mesmo por setores raramente amistosos como o empresariado. Com um pouco de sorte e jogo de cintura, que o ministro da Fazenda já demonstrou ter, é possível destravar o país, atraindo investimentos e criando empregos. As críticas à esquerda talvez sejam o grande obstáculo a vencer. O purismo de uma parte do PT está sempre a enxergar submissão onde há concessões. A missão de Haddad não é nada fácil e é cedo ainda para rasgar elogios, mas até agora ele mostrou que sabe jogar na posição em que foi escalado. Reduzir a pobreza e melhorar a distribuição da renda nacional são tarefas monumentais. Mas ao contrário do que muitos pensam, a Economia tem muitos elementos subjetivos e Haddad conseguiu injetar um mínimo de esperança numa população sofrida com uma política econômica totalmente voltada para os ricos nos últimos quatro anos, segundo as palavras do “posto Ipiranga” Paulo Guedes.

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