Espírito de corpo ou de porco III

Família que conspira unida permanece unida. A ideia de um golpe tinha se tornado tão natural para o entorno de Bolsonaro que até as mulheres ligadas a alguns dos principais personagens do imbróglio discutiam abertamente essa opção. A mulher do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e a filha do general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, por exemplo, defendiam que o Exército orientasse os caminhoneiros sobre as reivindicações nos protestos realizados após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. Em mensagens trocadas logo após as eleições se mostravam inconformadas e defendiam uma intervenção federal pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, e pela realização de novas eleições, com voto impresso. Graças ao excelente trabalho da Veja, podemos saborear, por exemplo, as palavras da mulher de Mauro Cid, Gabriela, “acho que todos que podem tem que vir para Brasília. Invadir Brasília como no dia 7 de setembro e dessa vez o presidente, com toda essa força, agirá”.

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