Num país que não tivesse optado por regredir ao nível de republiqueta elegendo um incapaz para presidente, Silvinei não seria comandante de uma corporação importante como a Polícia Rodoviária Federal. Chegou lá porque aceitou seguir o manual de Bolsonaro. Sob o seu comando, a PRF ficou mais violenta, se armou até os dentes, tornou-se letal. Em maio do ano passado, os moradores de Umbaúba, litoral sul de Sergipe, flagraram uma abordagem policial violenta da PRF, que resultou na morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos. Depois de detido por estar conduzindo uma motocicleta sem capacete, por dois policiais rodoviários, Genivaldo morreu dentro de uma espécie de “câmara de gás” montada no porta-malas da viatura, onde os policiais introduziram gás lacrimogêneo. O crime, filmado, revoltou o país. Genivaldo era esquizofrênico, ficou nervoso com a revista e esse exaltou. Foi preso, agredido e sufocado.