Dá-lhe Jandira 

Ainda repercute em Brasília, no meio político, a “enquadrada” que a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) deu no coronel Jean Lawand Junior. Para começar, o acusou de tratar deputados e senadores como idiotas, com mentiras e platitudes, “O senhor está se comportando como se não fôssemos pessoas inteligentes. Nós não podemos engolir a sua versão”. Mais de um parlamentar comentou que Jandira fez as perguntas que muitos queriam fazer na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito-CPMI, que investiga os atos golpistas de oito de janeiro. A intervenção da deputada carioca foi tão incisiva que até parlamentares bolsonaristas concordaram que o interrogado estava subestimando a inteligência dos integrantes da comissão. Jandira Feghali afirmou também que Lawand tinha o direito de omitir, mas não de mentir. Ela ironizou o fato dele dizer que escreveu as mensagens “no calor da emoção”. “Esse calor da emoção durou de 30 de novembro a 21 de dezembro. Haja emoção! Sete mensagens a cada 15 minutos”. Para quem circula na Câmara, o desempenho da deputada carioca não é novidade. Não por acaso, Jandira Feghali tem uma carreira longa e bem-sucedida. Foi deputada estadual no Rio de Janeiro, de 1987 a 1991. E desde 1990 se elege deputada federal. É um dos nomes mais respeitados do campo da esquerda. E, apesar de sondagens e convites discretos, mantém-se fiel ao PCdoB.

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