O Rio de Janeiro continua lindo. Mas, na economia, a coisa está feia. Foi o estado que mais perdeu importância econômica no país neste século. Segundo o IBGE, os fluminenses tinham 12,3% do PIB nacional em 2002. Depois de 20 anos, em 2022, a participação caiu para 9,91%. Na média anual, a economia estadual cresceu 0,71%, bem abaixo da nacional de 1,97% ao ano. Embora ainda permaneça na vice-liderança no agregado das riquezas, a continuar nessa toada logo será superado por Minas Gerais, que aumentou sua fatia no PIB nacional no período, alcançando 8,97%. Na carona da pujança do agronegócio, quem se destaca é o Mato Grosso. Vem crescendo em média 5,42% ao ano desde 2002. Os sinais de decadência do Rio se evidenciam nos dados da Serasa Experian: 53% da população adulta tem algum tipo de restrição de crédito. A taxa de desemprego de 11,6% no primeiro trimestre deste ano ficou acima da média nacional. Sofrendo ainda das sequelas da Operação Lava Jato na Petrobras, que impactou o setor de óleo e gás que era o motor da economia fluminense, sem terras disponíveis ao desenvolvimento do agronegócio, sob um crônico problema de segurança pública e com a baixa qualidade dos políticos que tem, ao Rio resta a nostalgia.