Os problemas de Lula no Mercosul não se resumem somente à questão da Venezuela, que já rachou politicamente o bloco. A flexibilização de acordos comerciais fora do Mercosul pôs o Uruguai em rota de colisão com os dois maiores sócios, Brasil e Argentina. O Uruguai defende a flexibilização, para poder fechar acordos diretos com a China, por exemplo, enquanto os demais pregam o fortalecimento da coesão interna do grupo, o que, na prática, mantém o imobilismo atual. “O que não iremos é fazer papel de tolos”, avisou o presidente uruguaio, que, mais uma vez, ao final da reunião, se negou a assinar a declaração conjunta e emitiu o seu próprio comunicado.