O último dos moicanos

As intempéries marítimas têm revelado a necessidade de investimentos na infraestrutura do Yatch Club da Bahia. Os fortes ventos dos últimos tempos, associados a uma possível elevação do nível do mar, causam ondas que avançam e invadem a sede do clube. A piscina vira uma extensão do mar, alagada pelas águas salgadas. Tradicionais sócios reclamam que as últimas diretorias estiveram mais voltadas à criação de espaços para eventos do que em soluções para o problema que se tornou contumaz. Último dos moicanos, entre os clubes sociais de Salvador, o Yatch reproduz o espírito do tempo de uma baianidade que só vive para festejar a decadência. Não é diferente nos poderes públicos onde a política da festa também prevalece. É como disse uma filha ao pai ao retornar aos Estados Unidos, onde a família baiana mora atualmente: “Meu pai, em Salvador, se vive para a sexta-feira!”.

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