Comercial capenga

A derrota de Bolsonaro pesou negativamente no balanço da rede Record. Simpatizante do ex-presidente que, desde o término do mandato, vive em inferno astral, a emissora de tevê da Igreja Universal do Reino de Deus vê a receita escassear e corta na carne. Os programas regionais de cunho popularesco só estão sendo mantidos em cinco estados, onde a Record ainda é bem-sucedida na sua estratégia de captar recursos de governos e prefeituras, que beira o limite do achaque. A unidade da rede na Bahia, por sinal, tem sido o centro de formação dos executivos para atuarem nesses segmentos públicos. Quando resolveu investir numa rede de televisão, o bispo Edir Macedo não teve a sorte de encontrar um Walter Clark e a Record até hoje tem uma estrutura comercial capenga, sem muita credibilidade no mercado.

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