A seletividade com que o governo Lula lida com essas questões reflete uma clara hipocrisia. A corrupção, que desvia recursos públicos e corrói as estruturas do Estado, parece receber um tratamento mais brando, enquanto questões identitárias, que certamente também são graves, mobilizam uma resposta mais rápida e enfática. Ambas as práticas são prejudiciais à sociedade e deveriam ser tratadas com o mesmo rigor, mas essa postura de “dois pesos, duas medidas” enfraquece a credibilidade do governo na luta contra a corrupção e traz à tona questionamentos sobre quais valores realmente guiam a administração atual. Combater o assédio é fundamental, mas ser complacente com a corrupção é uma traição ao compromisso ético que deveria nortear qualquer governo que preza pela justiça social e pelo bem-estar coletivo.