As exportações brasileiras aos EUA não aumentarão, pois o Brasil não tem capacidade de prover os mesmos produtos ofertados pela China, como bens tecnológicos e produtos eletrônicos. Mesmo que as fábricas chinesas queiram migrar, serão retidas pelo alto custo de estrutura e mão de obra. O Brasil sequer tem mão de obra qualificada, a base industrial robusta com fábricas modernas e dezenas de robôs, tecnologia e pesquisa de ponta, logística avançada, ferrovias modernas e disseminadas, rodovias bem pavimentadas e nem mesmo ampla capacidade portuária e aeroportuária. A infraestrutura brasileira sequer existe quando comparada com a da China. Não há condições de se fazer emergir, aqui, a solução para a demanda global. O discurso de o Brasil se beneficiar, estruturalmente, com a guerra comercial é, portanto, vazio.