Presidente do Superior Tribunal Militar “enquadra” ministro que defende a ditadura

A presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, fez um pedido de desculpas à sociedade brasileira ao participar do evento de memória de 50 anos de morte do jornalista Vladimir Herzog. Incomodado com o pronunciamento da presidente, o tenente-brigadeiro Carlos Augusto Amaral, em sessão no tribunal, pediu que ela estudasse “um pouco mais de história do tribunal para opinar sobre a situação no período histórico a que ela se referiu”, nesse caso, o regime militar. A resposta contundente da presidente: “A divergência de ideias é legítima. O que não é legítimo é o tom misógino, travestido de conselho paternalista sobre “estudar um pouco mais” a história da instituição, adotado pelo interlocutor. Uma instituição que integro há quase duas décadas e bem conheço. Essa agressão desrespeitosa não atinge apenas esta magistrada; atinge a magistratura feminina como um todo, a quem devo respeito e proteção”. Vale a pena assistir ao discurso completo.

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