O presidente do Vitória precisa respeitar as famílias baianas

É lamentável que o presidente do Vitória, Fábio Mota, esteja negociando com o site de prostitutas profissionais para receber R$200 milhões e até mudar o nome centenário do Vitória. As reações são muito fortes e é deplorável que o presidente do Vitória, surfando na conquista rubro-negra, que teve mérito da excepcional torcida, não saiba que faltam muitos anos para as próximas eleições. Ele pensa em se candidatar a deputado federal. 

Bellintani foi um exemplo

Mais bem-sucedido que o atual presidente do Vitória, Guilherme Bellintani, presidente do Bahia na época, chegou a ser anunciado como candidato à sucessão de ACM Neto, que o apoiava. O tempo é inexorável e Bellintani, que entrou pela porta da frente, saiu pela de trás do Esporte Clube Bahia. Que Fábio Mota, presidente do Vitória, veja o exemplo. 

Negócio das arábias

A notícia de que a Petrobras pretende abrir uma subsidiária na Arábia Saudita está sendo digerida por quem circula pela Avenida Chile, onde fica a sede da estatal, no centro do Rio de Janeiro, como um “negócio das arábias”. Negócio bom para quem controla a empresa, claro, ainda melhor sem as amarras da Lei das Estatais. Já aos minoritários só resta chorar ao pé do xerife do mercado.

Um peso, duas medidas

Muitos colunistas da imprensa nacional – nem vale a pena declinar os nomes – qualificam de tentativa de golpe de Estado a baderna que se viu em Brasília no dia 8 de janeiro. Baderna protagonizada por uma massa amorfa de inconformados com o processo e o resultado da eleição presidencial, mas desprovida de um solitário fuzil ou mesmo de um traque de São João. Quem deveria reprimir os arroubos da horda sem rumo nem direção, julgou haver maiores ganhos políticos se deixasse a desordem prosseguir. Para os mesmos colunistas, as decisões dos juízes de tribunais superiores, como a que proibira o livre exercício da liberdade de expressão dias antes do pleito, instaurando a censura, não merecem qualquer reprimenda, apesar de contrariar a Constituição. A esses jornalistas faltam coragem e senso de justiça para nomear os atos como eles são. E esta é uma das razões pelas quais a liberdade de expressão, consagrada na nossa lei maior, sofre com as tentativas reiteradas de restringi-la.

Terra em transe

A terra de tantos poderosos da República está afundando. O afundamento do solo continua em Maceió por causa de anos de extração de sal-gema pela Braskem. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) esbraveja estar em curso na capital alagoana o “maior crime ambiental do mundo”. Sem papas na língua, acusa oportunistas de só quererem faturar e, agora, perderem a credibilidade e isenção, diante do colapso. Renan clama pela CPI da Braskem já! O afundamento de sua terra natal devido à ganância empresarial despertou a ferocidade do leão de Alagoas, que andava manso. 

Indenização salgada

O risco de colapso em uma mina de sal-gema da Braskem já provocou a remoção de cerca de cinco mil pessoas de um bairro de Maceió pela Defesa Civil. O desespero toma conta da cidade, que se encontra em estado de emergência. Por isso, a Justiça Federal de Alagoas já acolheu uma ação civil pública a pedido do Ministério Público Federal, Ministério Público de Alagoas e Defensoria Pública da União. A ação indenizatória já teve o valor elevado a R$ 1 bilhão e a inclusão de uma nova área crítica ao plano de contenção da petroquímica. A Braskem já foi notificada pela Justiça, mas, em nota, diz que vai tomar as medidas pertinentes nos prazos legais.

República das Alagoas

O poder dos políticos alagoanos em Brasília destravou as ações federais no socorro à iminente tragédia de Maceió. Além do ministro dos Transportes, Renan Filho, que é da terra, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, está na cidade para monitorar a situação. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, também alagoano, já solicitou a “viabilização de recursos e a edição de medida provisória” para Maceió, que tem como prefeito um aliado seu: João Henrique Caldas. Apesar do esforço para a liberação de recursos à capital alagoana, Lira está com o pé no freio na movimentação política em Brasília, liderada pelo adversário Renan Calheiros. Quer evitar o palanque que a CPI da Braskem tende a ser para Calheiros, o que pode resultar na derrota do grupo de Lira na disputa da capital no ano que vem.

Venda travada

A Novonor, novo nome da Odebrecht, é a principal acionista da Braskem. Detém mais de 38% das ações. A venda da Braskem é um desejo antigo da Odebrecht, principalmente depois do abalo institucional e financeiro que sofreu com a Operação Lava Jato. A Petrobras, sócia na petroquímica, não tem facilitado a transação. Começou a manifestar ultimamente até o interesse de adquirir a parte da Novonor. Nos últimos dias, a petroleira árabe Adnoc, dos Emirados Árabes, apresentou oferta vinculante de R$ 10,5 bilhões pela participação da Novonor na Braskem. Antes o grupo Unipar tentava um acerto que interessava à família Odebrecht. Não deu certo.

Difícil digestão

Se a Braskem afunda o solo de Maceió com a extração de sal-gema, da qual tanto lucro auferiu, o prestígio de um poderoso da Novonor, seu principal acionista, o empresário Emílio Odebrecht, afundou de vez com o presidente Lula. Não há mais espaço na agenda informal de Lula para encontros regados a saborosos e caríssimos vinhos Romanée-Conti. As tentativas de reaproximação com o petista depois da delação não foram bem-sucedidas. O “Sapo Barbudo” até hoje não digeriu bem o jeito bonachão como foram revelados os assuntos da intimidade dos dois. Não será pelo Palácio do Planalto que Emílio vai resolver seus problemas. Enquanto isso, na Bahia, a OR, o braço imobiliário da Novonor, continua a erguer prédios residenciais para a burguesia baiana.

A volta dos que não foram…

Num governo de ressuscitados, os “companheiros” que ainda não passaram uma temporada em “Cannes” têm liderado os grandes negócios nas estatais e nos ministérios mais cobiçados.

Celebração da hipocrisia

Tão aclamado nas redes sociais por políticos, empresários e tanta “gente da Bahia”, quando de sua morte na semana passada, o artista Jayme Fygura foi celebrado em sua missa de sétimo dia apenas por familiares e pouquíssimos amigos. Um desses amigos fez questão de registrar e divulgar na internet a ausência dos oportunistas que propagaram a genialidade do finado artista durante toda a semana. Teve marchand que divulgou a missa, mas não apareceu por lá. O intuito deles era mesmo valorizar as obras que adquiriram a preço de banana nos tempos de miséria de Jayme Fygura.

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