É curioso verificar, pela leitura dos editoriais, como se comportaram os três principais diários do país diante da tese aprovada pelo STF de responsabilizar os jornais pela divulgação de declarações falsas de seus entrevistados. A Folha de S. Paulo posicionou-se contrariamente à medida, que vai de encontro “à plena liberdade de informação jornalística” consagrada na Constituição. Para ela, a tese abre brechas para ataques à liberdade de informação. Já O Globo aderiu com entusiasmo e sem quaisquer reservas à decisão do Supremo, que, em sua visão, “consagra de forma clara a plena liberdade de informação e expressão”. O Estado de S. Paulo, vítima da censura instaurada pelas ditaduras do Estado Novo (1937-1945) e militar (1964-1979), acomodou-se numa posição intermediária. Para o centenário matutino da família Mesquita, era melhor que o STF não tivesse fixado tese alguma, pois a decisão judicial poderá dar margem “a interpretações que, no limite, dificultem o trabalho da imprensa”. Preso à síndrome de Poliana, que procura enxergar algo positivo em situações negativas, o Estadão reconhece que a tese do Supremo, apesar dos problemas, “serve para valorizar o jornalismo que respeita os mais elevados padrões éticos e profissionais”.
Marconi Perillo é o novo presidente do PSDB nacional
Neste final de semana, o ex-governador e ex-senador de Goiás, Marconi Perillo, foi eleito presidente nacional do PSDB. Na Bahia, no plano municipal, o partido está com a reeleição de Bruno Reis.
Na sucessão presidencial Baleia Rossi quer que seu partido dê o vice
O presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi de São Paulo, está pleiteando junto ao PT a vice-presidência da República na próxima sucessão presidencial. Ele confia em um nome do seu partido: a senadora pelo Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, que é a queridinha do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda Fernando Haddad e até mesmo de alguns integrantes do Centrão.
Virou piada na Câmara: os Bolsonaros e as rachadinhas
Ontem, o que se comentava na Câmara é que o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro pediram abertura de um processo contra o deputado federal André Janones, acusado de ter praticado rachadinha do seu estado, justamente a família Bolsonaro e a dupla que tem vários processos de rachadinha no Rio de Janeiro. O pai também, o ex-presidente Jair Bolsonaro, praticou rachadinha. É de sorrir mesmo.
Uma lindíssima baiana que com problemas de saúde paga o preço da fama
Adriana Lima, uma top model de 42 anos, nascida na Bahia, mas que se projetou no mundo fashion, foi alvo de uma saraivada de críticas nas redes sociais, onde foi torpedeada por, segundo informações, abusar de procedimentos estéticos. É tudo mentira. Adriana teve graves problemas de saúde e, com isso, chegou a engordar 40 quilos. Num desabafo, ela disse que o seu novo rosto “é o rosto de uma mãe cansada de um adolescente, dois pré-adolescentes, um menino ativo, uma criança de um ano aprendendo a andar e ainda três cachorros”. O preço da fama é cruel. Adriana, mesmo com a nova foto, continua lindíssima e no desabafo mais uma vez foi categórica: “Tenho que lembrar que sou humana e, com a idade, o corpo reage de maneira diferente”. Diz que as mudanças são obra da natureza e é verdade. Ela teve problemas gravíssimos de saúde e ainda tem, mas por ser lindíssima paga um preço muito alto.
Gestor Multado pela CVM
O gestor Alexandre Graever, sócio da ID Access, e que ainda atua como gestor de valores mobiliários na Faria Lima, foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários no Processo Administrativo Sancionador CVM número 01/2010. Alexandre foi condenado a pagar uma multa pecuniária no valor de R$1.669.837,00, valor que, segundo a CVM, equivale a 50% das operações irregulares realizadas em nome da esposa de Marcos Germano e dos fundos exclusivos da Prece, fundo de pensão da CEDAE, que foi vítima do esquema.
Adega milionária
Jovem banqueiro da Faria Lima acaba de adquirir uma conhecida adega por cerca de cinco milhões de dólares em cash. O vendedor, que ficou feliz com a venda num primeiro momento, tem tido dificuldades para justificar a quantia e para trocar seus dólares em bancos concorrentes, mesmo nos menores.
Água mole e pedra dura
O empresário Reynaldo Loureiro está confiante. Bota fé que, dessa vez, o sonho dele vai virar realidade. Não foi fácil tirar a Bahia Marina do papel. Os ecoxiitas não lhe deram trégua, mas Loureiro conseguiu implantar a marina na Avenida Contorno. Agora, depois de mais de 20 anos de tentativas, ele está esperançoso que outro polêmico projeto dele vingue na região: uma torre residencial. Anos atrás, quem botou a boca no trombone e impediu que a ideia prosperasse foi a cantora Maria Bethânia. Dona da casa amarela na encosta acima da avenida Contorno, a queridinha do finado senador Antônio Carlos Magalhães reclamou que o projeto barraria a sua bela vista da Baía de Todos os Santos. Eram tempos de hegemonia carlista e o projeto não saiu da gaveta.
Miamização da BTS
Perseverante, o empresário Reynaldo Loureiro não desistiu de inaugurar a “miamização” da Baía de Todos os Santos (BTS), copiando o modelo arquitetônico de Miami de torres residenciais fincadas no mar. Entre os deslumbrados endinheirados soteropolitanos não vai faltar demanda para a venda das unidades do espigão sobre o mar. Para a concretização do sonho de Loureiro, a pedra no meio do caminho tem sido a dificuldade de aprovação do polêmico projeto nos mais diversos órgãos públicos, principalmente na prefeitura. No entanto, dessa vez, o parceiro dele na empreitada é a OR, o braço imobiliário da Odebrecht, especialista em dar nó em pingo d’água e desatar nós burocráticos. A tradicional construtora que mudou de nome, mas continua a mesma, com seu jeitinho, vai resolvendo os entraves e conquistando o apoio dos verdadeiros e reais influencers no poder municipal. Cadê os ecoxiitas?
A morte de Kissinger, o fim de uma era
Henry Alfred Kissinger (1923-2023) errou muito. Mas quando acertou fez História. Parece fácil para quem foi assessor de Segurança Nacional e Secretário de Estado (chanceler) do país mais poderoso do mundo (mais do que hoje), num período dificílimo; mas não é bem assim. A Guerra Fria embotou muitas mentes brilhantes. Kissinger foi uma delas. Não teve vida fácil com o general-presidente, Ernesto Geisel (1974-1979). Em abril de 1976, os dois se encontraram em Brasília; e Geisel deixou bem clara a insatisfação brasileira com os EUA. Desde o golpe de 1964, os generais presidentes esperavam que o Brasil fosse tratado como aliado preferencial. Nunca aconteceu. Recebeu em troca sobretaxas nas nossas exportações para lá. O Brasil vivia uma crise e esperava que o grande irmão ajudasse. Ficou a ver navios. Kissinger também estava descontente com o Brasil, que foi o primeiro a reconhecer a independência de Angola (novembro de 1975), ex-colônia portuguesa, onde um grupo marxista ganhou o poder, numa guerra civil, na qual os americanos, que estavam do outro lado, apoiando os guerrilheiros de direita, queimaram milhões de dólares em armas, equipamentos e mercenários; e perderam feio. Geisel terminou a conversa recusando um convite para visitar os Estados Unidos, deixando claro que enquanto o país não fosse mais bem tratado a visita não aconteceria e não aconteceu.
Kissinger e Geisel entre tapas e beijos
No governo do general Geisel, Brasil e EUA viviam entre “tapas e beijos” e Kissinger não entendia muito bem o comportamento de uma ditadura de direita que apoiava marxistas africanos. Como todos sabem, Geisel não era comunista, mas sonhava com o mercado africano para nossas exportações. Um dos erros do Kissinger foi ouvir pouco os diplomatas de carreira do Departamento de Estado, principalmente os especialistas em África e América Latina. Quem quiser saber mais pode recorrer ao livro “Kissinger e o Brasil”, de Matias Spektor (2009-Editora Zahar).
A COP 28 leva 130 chefes de Estado a Dubai
Desde ontem, Dubai ferve. Chefes de 130 nações já chegaram na cidade. A comitiva do presidente Lula é das maiores e a Bahia está bem contemplada. O ministro-chefe da Casa Civil Rui Costa está na comitiva. O líder do governo no Congresso Nacional, o senador Jaques Wagner, chegou em Dubai. Vai ter muita conversa com o presidente Lula. Wagner, aliás, leva um trabalho muito extraordinário elaborado pela Federação Industrial do Estado da Bahia onde os baianos mostram suas preocupações com o meio ambiente.