O presidente da Câmara, o deputado federal Arthur Lira de Alagoas, quando assistiu nas televisões o presidente do Congresso Nacional, o senador mineiro Rodrigo Pacheco, ao lado de Lula, sendo recebido por príncipes e reis, se mandou para Dubai. Como se vê, o alagoano é esperto, mas o mineiro chegou primeiro.
O fim de uma era
A ordem política estabelecida a partir do consenso em torno da Constituição de 1988, sobretudo as amplas liberdades garantidas aos cidadãos, parece ter chegado ao fim. As decisões judiciais dos tribunais superiores contribuíram, gradativamente, para tornar letra-morta conquistas obtidas pela sociedade após o fim do regime militar. O mais elevado tribunal do país tem reinterpretado a letra da Constituição como lhe convém, a exemplo de barrar nomeações para o alto escalão feitas por Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, invalidando uma prerrogativa presidencial. No impeachment de Dilma, o tribunal manteve os direitos políticos da então presidente, também em desacordo com a lei. Mais adiante, cassou parlamentares, adotou a censura prévia quando quis, fechou as redes sociais de cidadãos, abriu inquéritos com claro viés político, anulou perdão presidencial e fez muito mais. Agora, encurrala os órgãos de imprensa no beco sem saída da autocensura ao querer responsabilizá-los na esfera cível pela divulgação de declarações de terceiros que vierem a ser consideradas falsas.
O fim de uma era II
Cabe perguntar a quem interessa o fim desse consenso político pós-ditadura que, bem ou mal, serviu de motor para desenvolver o país num ambiente em que as liberdades de expressão e de imprensa eram devidamente respeitadas. O espírito dos constituintes de 1988 era o de garantir a participação popular, as mais amplas liberdades públicas e o equilíbrio e harmonia entre os poderes. Pelo que temos visto nos últimos tempos, as conquistas da Constituição de 1988 são hoje lembranças de um passado recente.
O Vitória é o melhor clube nordestino no século
O ranking histórico que está circulando nas redes sociais mostra os clubes brasileiros que no século XXI, entre 2001 e 2023, pontuaram entre os primeiros. Eis os cinco melhores: Vitória com pontuação de 8322, Sport com 8223, o Bahia com 8114, o Fortaleza com 6762 e Ceará 6399. Para a crescente torcida do Vitória não poderia sair notícia melhor.
Política da alavancagem
Tem gente que sabe como ninguém alavancar os negócios com a política. Que o diga o atual prefeito de Mata de São João, João Gualberto. Em terceiro mandato à frente da cidadezinha da Região Metropolitana de Salvador (RMS), cada vez mais dígitos são acrescentados à fortuna do alcaide e empresário. No balneário da Praia do Forte, sob a sua jurisdição municipal, ele não só atua no varejo supermercadista, mas principalmente no super rentável ramo imobiliário, pelo qual tomou gosto e expandiu as ações para Salvador, Trancoso e brevemente em Miami. O que chama a atenção, atualmente, é o seu investimento internacional no setor supermercadista português. Seu grupo Hiperideal, associado a um poderoso investidor lusitano, está desembarcando além-mar na terra do fado. Inicialmente foi feita a aquisição de cinco lojas de varejo e uma no modelo cash & carry, em que os clientes interessados em comprar grandes quantidades de mercadorias pagam em dinheiro para obter preços mais baixos, um atacado com pagamento em espécie. Não à toa, tem tanta gente com crescimento exponencial do patrimônio depois da entrada na política, o atalho para a prosperidade.
Apelo ao tapetão
Se está difícil derrubar o homem nas eleições, que se apele ao tapetão. O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, não vai ter vida fácil para se manter no cargo. A Rede Globo, por meio do Globo Esporte (GE), já começa a botar na rua supostas irregularidades na gestão do cartola baiano. Segundo o GE, o chamado Mazzaropi bronzeado teria infringido o Código de Ética ao fazer o adiantamento de cotas de premiação para times no Campeonato da Série B. Teriam sido beneficiados os classificados para a Série A: Vitória, Juventude e Atlético Goianiense. O Sport, que não subiu, também teria recebido o adiantamento. O que pode livrar a cara de Ednaldo Rodrigues é uma brecha que existe no Código. Nela é prevista a autorização desde que “fixadas as obrigações, condições, garantias e eventuais contrapartidas”, pela diretoria. Dizem que o baiano está internado num terreiro de Cachoeira para se livrar das mandingas e feitiçarias da dupla Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero contra ele.
Hipocrisia e oportunismo I
Ele perambulava pelas ruas de Salvador. Chamava a atenção pelas indumentárias e máscaras esquisitas. Ganhara o status de ser mais um personagem exótico da Velha Bahia, a exemplo da Mulher de Roxo. Ninguém estava nem aí — poderes públicos, políticos, marchands e quejandos — com o artista que estava por trás daquele, diríamos, doido. Então, depois de mais de 30 anos, expondo de forma ambulante a sua arte sobre o próprio corpo, Jayme Fygura morre e vira celebridade. Poderes públicos, políticos, marchands e quejandos não economizam agora elogios ao “grande artista da Bahia, que nos lega uma obra substantiva e original”. Trágica glória póstuma…
Hipocrisia e oportunismo II
Trágica glória póstuma para Jayme Fygura. Happy end para os figurões do mercado de arte baiano. Sempre espertos, nos últimos tempos, perceberam o definhar da saúde do artista marginal que vivia, entre seus trabalhos, em condições bem precárias na cafua de um sobrado do Pelourinho. Os abutres das artes começaram a comprar suas obras a preço de banana. Nenhum deles se lembrou de pagar um plano de saúde para o alquebrado artista, que morreria numa UPA. Que nada! A ordem agora é lucrar o máximo em cima da produção artística de Jayme Fygura, bancando e propagando pelas mídias as narrativas sobre o “grande artista negro” neste momento tão valorizado da cultura afro-brasileira. Ao contrário de Carlinhos Brown e sua divertida “arte” de remexer o quadril, Jayme Fygura produziu uma arte mais indigesta ao establishment. Em vida, não poderia ter outro destino…
Um novo Kennedy quer presidir os EUA
Sobrinho do ex-presidente John e filho do ex-senador Robert, o novo Kennedy quer chegar à presidência dos Estados Unidos. É Robert Kennedy Jr. que, de maneira independente, já lançou sua candidatura. Não terá o apoio do partido Democrata que sua família sempre teve. Resta saber se a própria família vai apoiá-lo.
Wagner foi encontrar Lula ontem à noite
Somente ontem à noite o líder do PT no Congresso Nacional, o senador Jaques Wagner, viajou para Dubai para a COP 28. Lá tem um encontro com o presidente Lula que ontem chegou a Dubai.
Zema passa a pão e água
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, tem passado a pão e água no governo federal. O presidente do Congresso Nacional, o senador Rodrigo Pacheco, é o queridinho de Lula quando os assuntos são mineiros. Aliás, diga-se de passagem que o presidente do Senado está acompanhando Lula nesse seu périplo pelo mundo árabe.
Tarcísio já quer descartar o prefeito de São Paulo
Tanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, quanto o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, estão com a cotação baixa. Com isso, o governador se apressa em encontrar um candidato à prefeitura paulista, já que sente que ao lado do atual prefeito os dois estão perdendo. Diga-se de passagem que o bolsonarismo já não é popular no maior estado do Brasil.