Governança em xeque III

Como não faltam evidências para comprovar que os bancos privados cooptaram agentes dos bancos oficiais para ficarem com a joia da coroa, como era conhecida a Braskem, como garantia, existem fortes argumentos para que esta garantia seja revertida pela justiça em benefício de todos os credores da Odebrecht e não apenas de Bradesco, Itaú e Santander. Detentores de títulos de dívida emitidos pela Odebrecht e suas controladas no exterior deverão se juntar ao Ministério Público e contestar também na Justiça o privilégio dos grandes bancos privados. Vale registrar que as ofertas destes títulos de dívida no exterior foram coordenadas por estes mesmos bancos e fica evidente que eles receberam tratamento diferenciado na reestruturação das dívidas do conglomerado Odebrecht antes da recuperação. Ao que tudo indica, a guerra será longa e os resultados imprevisíveis. Afinal, são mais de R$80 bilhões na mesa.

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