A Barbie que bate recordes

O filme da Barbie bateu oficialmente, neste final de semana, a marca de US$1 bilhão de bilheteria, valor prometido pela atriz e produtora do filme, Margot Robbie. Com o feito, o filme torna-se o primeiro dirigido por uma mulher solo, Greta Gerwig, a arrecadar tal quantia e entra para uma lista de 53 filmes, na história do cinema, que bateram US$ 1 bilhão. Mas, o que tem chamado a atenção na internet é o incômodo causado pelo filme. Tido como um filme feminista, alguns homens mais conservadores — poucos, mas que fazem barulho e também viram piada — têm arrancado os cabelos em seus perfis dizendo que o filme é anti-homem e apelando para que os pais não levem seus filhos ao cinema. O público-alvo do filme não é o infantil, o que assistindo a um trailer e observando a classificação indicativa dos cinemas de 13 anos é fácil de perceber. Barbie também tem um claro discurso feminista com críticas à objetificação da mulher e invisibilização do cansaço e jornada dupla da mãe e desvalorização profissional, entre outros. É fácil de identificar também uma crítica ao capitalismo e à Mattel, empresa criadora da boneca. Nem por isso o filme deixou de arrecadar US$1 bilhão, e a Mattel está lançando novas bonecas vistas no filme, e bastante otimista com o aumento das vendas. Ou seja, Barbie pode até ter plantado sementes e discussões, mas podem manter os cabelos no lugar, pois o filme está longe de mudar o status quo.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑