O caminho é pela direita

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), é o favorito para vencer a eleição para o governo do estado em 2026. No vazio de quadros políticos em que se transformou o Rio de Janeiro, Paes brilha, equilibrando-se entre realismo, pragmatismo e boas administrações. E até por falta de adversário. Fala-se em mais de 50% das intenções. Mas quem é do ramo sabe que não é bem assim. Falta mais de um ano para o pleito. E no Rio de Janeiro a dinâmica eleitoral é complexa. Portanto, Paes está tentando atrair apoiadores e eleitores no campo adversário. Seus aliados já detectaram um aceno explícito à direita e à extrema-direita e seus agregados, como as milícias. Segundo pesquisas da ONG Observatório das Metrópoles, a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral, dos nove milhões e seiscentos mil eleitores do estado, mais de dois milhões e trezentos estão em áreas controladas por milícias. Por isso, Paes tem falado mais grosso e abraçou uma proposta que todos os especialistas em Segurança Pública abominam, a Guarda Municipal Armada. A defesa apaixonada dessa pauta já criou desavenças com os aliados à esquerda, PT e PSOL. Mas Paes já fez as contas e resolveu bancar o jogo. Só para esclarecer, o candidato do União Brasil e da extrema-direita carioca, derrotado por Paes nas últimas eleições para prefeito do Rio de Janeiro, Rodrigo Amorim, tinha a proposta de Guarda Municipal armada como uma das principais de sua plataforma.

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