Com a entrada em cena da violência carioca e as reações de milicianos e traficantes a certo endurecimento policial, a mídia nacional deu uma trégua à crise da segurança pública na Bahia. A redução de menções à situação baiana não quer dizer que a barbárie tenha cessado nas comunidades. O Dr. Eustáquio Praxedes, médico aposentado, do tempo do INPS, não usa celular nem pega Uber. Aos quase 90 anos, morador do Garcia, ainda frequenta o velho centro de Salvador. Faz o deslocamento de casa para a praça da Piedade ou Rua Chile sempre de ônibus. No ponto da Igreja do Rosário, enquanto aguardava a “marinete” para tomar um “maltado” na Cubana, ele assistiu ao desespero de uma senhora que, acompanhada da filha, encontrou uma conhecida e relatava o terror que estava vivendo no bairro em que morava na periferia: “Minha amiga, eu não aguento mais. Se eu pudesse, já tinha me mudado daquele inferno. Toda noite é tiroteio, é gritaria. A gente deita sobre os colchões no chão, com medo de bala perdida”. O Dr. Eustáquio Praxedes não toma conhecimento da tragédia cotidiana baiana pela tevê nem pelas redes sociais. É a vida como ela é…
A Complexa Política de Benjamin Netanyahu e Seus Efeitos na Percepção Global do Antissemitismo
Benjamin Netanyahu, o atual Primeiro-Ministro de Israel, é uma figura que tem causado polêmica tanto em seu país quanto no cenário internacional. Suas alianças com grupos ultranacionalistas e ultraortodoxos, assim como suas políticas controversas em relação aos palestinos, têm recebido críticas acirradas, agravadas após sua reação desproporcional com o bombardeio de civis na Palestina. Entretanto, um aspecto menos debatido, mas também relevante, é como suas ações podem estar alimentando o aumento do antissemitismo global.
Estratégia equivocada de Israel levou ao crescimento do Hamas
Netanyahu vinha alimentando uma estratégia de divisão entre os palestinos, enfraquecendo a Autoridade Nacional Palestina, enquanto permitia que o Hamas governasse Gaza. Esta tática tinha como objetivo incentivar a moderação do grupo, por meio do financiamento do Qatar e de outras medidas. Contudo, o recente ataque terrorista contra Israel foi um ponto de virada, desafiando pressupostos anteriores e causando comparações com eventos históricos, como o 11 de setembro nos Estados Unidos e a Guerra do Yom Kippur em 1973.
Ações descalibradas na guerra contra o Hamas colocam em risco judeus de todo o mundo
A questão é: até que ponto as políticas e a retórica de Netanyahu estão contribuindo para narrativas antissemitas e colocando comunidades judaicas em perigo ao redor do mundo? Esse é um tema que necessita de mais discussão, dada a complexidade da situação geopolítica e seus efeitos em percepções globais.
Halloween da “zelite”
No último final de semana, chamou a atenção de moradores da Vitória, área nobre de Salvador, a movimentação de carros de luxo, não em frente ao tradicional cerimonial existente na região, mas diante de um dos edifícios residenciais de alto padrão, onde desembarcavam várias pessoas fantasiadas em estilo halloween. Não se viu crianças. Só adultos. O mistério se revelou depois na internet. Na coluna social de um site de notícias, estavam lá as fotos da “noite das bruxas high society”. Era o aniversário de uma “publisher” baiana, que reuniu no prédio dos pais a fina flor da “zelite” endinheirada da Bahia. Todos os convidados estavam a caráter para um halloween. A anfitriã estava de Mortícia, ao lado de seu Gomez e o filho. Faltou a Wandinha. O papai da aniversariante parecia o Pinóquio de Shrek, portava também uma gravata com a imagem dos Beatles, e a mamãe era uma fada madrinha, segurando uma varinha de condão. Dos personagens dos contos da carochinha, sentiu-se a falta da Branca de Neve e os Sete Anões nas fotos. Disseram que estavam lá, mas o Zangado não quis exposição. Quem não curtiria mesmo a ostentação e publicização da festa seria o vovô, finado poderoso senador que hoje não passa de um fantasma.
Bahia de volta à CNI
Depois de 69 anos, um baiano volta a ser presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O empresário Ricardo Alban, que presidiu a Fieb nos últimos anos, toma posse hoje na presidência da CNI, em Brasília. Não vão faltar conterrâneos da política e de diversos setores econômicos na cerimônia, que será prestigiada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Os voos de Salvador vão decolar cheios para a capital federal. Já confirmaram presença na solenidade os deputados federais Elmar Nascimento, Roberta Roma, Paulo Azi e outros, além dos senadores baianos Jaques Wagner, Otto Alencar e Angelo Coronel. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, não faltará. Vai ter até ex-ministro. João Roma, também desembarca em Brasília nesta segunda.
Industrial fraco, político forte
Antes de Ricardo Alban, o único baiano a presidir a CNI foi Augusto Vieira Ribeiro dos Santos no período de 1954/56. Sucedeu ao lendário mineiro Euvaldo Lodi que comandou a entidade por 16 anos. Coincidentemente, Alban vai substituir outro presidente natural de Minas Gerais, Robson Braga de Andrade, também de mandato longevo (2010/23). Apesar de estar assumindo a presidência da Confederação Nacional da Indústria, o histórico de Ricardo Alban no setor secundário não é exemplar. A fábrica de biscoitos e massas da família que liderava o mercado baiano nos anos 1970/80 desapareceu das gôndolas. Sob a gestão dele, praticamente faliu. Revelou-se mais competente na política setorial. Com Alban, somam-se três baianos à frente de confederações nacionais. Além dele na CNI, João Martins na CNA e Ednaldo Rodrigues na CBF. Ao se referirem ao trio, as línguas ferinas da Bahia citam Ruy Barbosa: “o triunfar das nulidades”.
TSE conclui amanhã julgamento de Bolsonaro
Amanhã, o Tribunal Superior Eleitoral conclui mais um processo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ninguém tem dúvidas de que ele será condenado mais uma vez. É só aguardar.
CNJ continua à caça de Sérgio Moro
O CNJ quer saber todas as transações de Sérgio Moro na Lava Jato. Acaba de descobrir que circulou muito dinheiro, muitas joias, não só no Brasil como também no exterior. Moro já sabe que seus dias estão contados como senador pelo seu estado, o Paraná.
Luta pelo STF continua. Tem baiano cotado
Enquanto Lula não anuncia o nome do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, um grupo de parlamentares aproveita para tentar fortalecer a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, junto aos congressistas com almoços e jantares. A avaliação é que o nome do ministro da Justiça, Flávio Dino, muito combativo, pode ter dificuldades no Parlamento, o que não é o caso do baiano Bruno Dantas, presidente do TCU, que passaria fácil. Por isso, os petistas que apoiam Messias saíram a campo para lhe dar lastro político em outros partidos.
Os senadores também querem
A base aliada no Senado está que nem criança olhando vitrine em loja de brinquedos: só observando a Câmara levar três ministérios, a Caixa Econômica Federal com vários cargos de vice-presidente e a Fundação Nacional de Saúde. Há quem diga que está aí o motivo pelo qual o Senado votou, nesta semana, a desoneração da folha de salários e marcou a discussão da PEC que limita os poderes do Supremo Tribunal Federal também. O nome de Igor Roque para Defensoria Pública da União terminou rejeitado em plenário. Os deputados aliados ao governo já fizeram chegar ao Planalto que se no primeiro semestre o inferno era a Câmara, agora a Casa quente é o Senado e a Câmara é apenas o purgatório.
Mais uma vez EUA desmoralizam a ONU
Nesta sexta-feira (27), a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução pedindo o cessar-fogo imediato entre Israel e o Hamas. Com um placar de 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções, a medida recomendatória representa um esforço coletivo para estancar a violência. O Brasil, em uma decisão acertada, votou a favor da resolução. Contudo, uma nuvem pesa sobre a votação: a postura dos Estados Unidos, que mais uma vez optou por não apoiar uma resolução com fins pacíficos. Esta decisão só contribui para perpetuar conflitos e socava a já frágil credibilidade dos EUA como mediadores globais imparciais.