Já se dá como certo que a pandemia de coronavírus seja a “pá de cal” na sobrevivência das duas redes de livrarias Saraiva e Cultura, que já andavam “doentes” financeiramente antes da COVID-19. Aliás, como se fosse um outro tipo de contaminação, todas as livrarias mais importantes do país já estão infectadas, e pediram renegociação de prazos com editores, gerando um nó na cadeia difícil de desatar. Mesmo que o cenário da doença do vírus mudasse pra melhor daqui a dois meses, terminando o isolamento social e o medo do contágio, as lojas físicas da venda de livros, amargariam um prejuízo de 60% a 70% do faturamento normal. Agora, as duas livrarias só dispõem de uma bóia de salvação: o e-commerce. Mas, nesse mar, das vendas online, existe a Amazon e continua nadando muito bem.