No despacho que autorizou o depoimento de Cid, o ministro Alexandre de Moraes diz, sem meias-palavras, que o ex-ajudante de ordens reuniu documentos com o objetivo de obter suporte jurídico e legal para a execução de um golpe de estado. O novo conjunto de mensagens examinadas pela PF mostra que Cid não apenas recebeu, mas atuou no planejamento de uma ruptura institucional. Foram flagrados também nas tramas da conspiração o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros e o sargento Luis Marcos dos Reis, da equipe de Mauro Cid. O sargento, que deveria depor na quarta-feira (07/06), também optou por ficar calado. Ele alegou não ter tido acesso aos autos, mesma estratégia de defesa adotada por Cid.