Sem sossego II

Os problemas de Lula no Mercosul não se resumem somente à questão da Venezuela, que já rachou politicamente o bloco. A flexibilização de acordos comerciais fora do Mercosul pôs o Uruguai em rota de colisão com os dois maiores sócios, Brasil e Argentina. O Uruguai defende a flexibilização, para poder fechar acordos diretos com a China, por exemplo, enquanto os demais pregam o fortalecimento da coesão interna do grupo, o que, na prática, mantém o imobilismo atual. “O que não iremos é fazer papel de tolos”, avisou o presidente uruguaio, que, mais uma vez, ao final da reunião, se negou a assinar a declaração conjunta e emitiu o seu próprio comunicado.

Interferência novamente

Tal como fez no passado em relação às eleições controladas da Venezuela, o presidente Lula quer agora servir de cabo eleitoral na eleição da Argentina, que ocorre em outubro. Aproveitando sua estada na cidade argentina de Puerto Iguazú, para a cúpula do Mercosul, Lula não perdeu tempo e convidou o candidato governista à presidência da Argentina, o ministro da Economia, Sergio Massa, a visitar São Paulo, nas próximas semanas, para o que a imprensa do país vizinho chamou de um “ato conjunto”. A justificativa oficial para a presença do candidato do peronismo no Brasil é a negociação do financiamento com o BNDES da segunda etapa do gasoduto de escoamento da produção de gás do campo de Vaca Muerta.

Acelen na mira

Como noticiado por este blog em primeira mão, ganha corpo nas altas rodas em Brasília a intenção de retomar a refinaria da Bahia para a Petrobras, adquirida a preço de banana e agora, ao que já se sabe, comprada em meio a presentes milionários do governo saudita para o então presidente, o enrascadíssimo Bolsonaro. Não fosse isso nitroglicerina pura, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia, super entrosado com o atual governo, soma ao escândalo as atuais políticas de preço da Acelen, que só fazem a população e a opinião pública antipatizarem a empresa e aderirem ao discurso para cobrar mais e mais do governo as providências necessárias. Este blog já provou que sabe antecipar os movimentos do poder que virão, e podem acreditar, tudo está caminhando e está a um passo de acontecer uma tomada de decisão para devolver à Petrobras um patrimônio estratégico para a companhia e para o Brasil.

Moura Dubeux e a velha estória

Não cansada de suas peripécias no mercado imobiliário, a construtora pernambucana não toma jeito, a última dela é que está construindo em terreno de marinha sem licença da SPU, pois seu diretor rapidinho Fernando Amorim está tentando emplacar o argumento que o mar mudou e com isso o terreno de propriedade da União agora não é mais de propriedade do governo e por isso não tem que aprovar nada nem pagar nada a ninguém pelos laudêmios e foros anuais. Os consumidores, mais uma vez, que se cuidem, pois podem amargar entrar em uma barca furada com a pernambucana.

Inimigos de ACM não precisam mais atacar Luís Eduardo Magalhães

Os inimigos de ACM estão procurando recolocar no antigo aeroporto 2 de julho a marca que ACM retirou. Não é mais necessário. A nova concessionária do aeroporto já mudou o nome e, diga-se de passagem, ACM colocou vários logradouros públicos com o nome do filho predileto, tem uma avenida que é enorme, mas a verdade é que a raiva de setores políticos da Bahia contra o velho não perdoa nem o filho Luís Eduardo. Coisas baianas.

O Brasil recupera a TAP

A forte retomada do turismo impulsiona os resultados das companhias aéreas. De janeiro a maio de 2023, a portuguesa TAP transportou de ou para o Brasil 741 mil passageiros, número que corresponde a um acréscimo de 51% em relação ao mesmo período do ano passado e de 11% sobre 2019, antes da pandemia. O desempenho se deve também ao aumento de voos em território brasileiro, com a adição de seis frequências semanais. O Brasil é o principal mercado da TAP fora da Europa.

Inteligência artificial revive voz de John Lennon

Se ainda havia dúvidas a respeito do impacto que a Inteligência Artificial provocará na sociedade, campanhas como a da Volkswagen estão aí para eliminá-las. Vivemos uma era de grandes transformações. Recentemente, Paul McCartney anunciou o lançamento da “última música dos Beatles” com a participação de John Lennon, que morreu em 1980. Isso foi possível porque o algoritmo de IA reproduziu à perfeição a voz de Lennon. Iniciativas desse tipo levantam uma série de questionamentos sobre ética.

Agora não tem milagre: Bolsonaro inelegível até 2030 e preso a qualquer momento

O ex-presidente Jair Bolsonaro pode ficar inelegível para além de 2030, período já decidido pela condenação imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral, na sexta-feira. Isso porque uma representação do Ministério Público Federal junto ao Tribunal de Contas da União, em consequência do resultado no TSE, pede a análise do impacto nos cofres da União do encontro com os embaixadores, no Palácio da Alvorada, em julho do ano passado, razão da inelegibilidade de Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Caso o plenário do TCU aceite a representação do MPF, será solicitado a Bolsonaro a devolução aos cofres públicos da despesa feita irregularmente.

Ficha suja

Se a Corte decidir pela irregularidade e solicitar a devolução dos valores, o ex-presidente será atingido pela Lei da Ficha Limpa, que proíbe quem nela esteja enquadrado de concorrer a eleições, uma vez que teve as “contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa”. 

Um peso, duas medidas

O presidente Lula pode dizer, como fez durante a reunião do Foro de São Paulo, em Brasília, que ser chamado de comunista é “motivo de orgulho” e a imprensa finge que nem ouviu. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por ter citado uma frase atribuída a Benito Mussolini nas redes sociais, teve que vir a público explicar-se sobre o contexto da menção. A propósito, comunismo e fascismo são ideologias totalitárias que, quando aplicadas na prática, resultaram na supressão das liberdades, na hipertrofia do Estado, na perseguição dos adversários políticos e na morte de milhões de inocentes.

Dedo na ferida

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o historiador americano James Green, da Universidade Brown, lançou um alerta ao presidente Lula e, por extensão, a toda a esquerda. Para o acadêmico, regimes apoiados por Lula, como a Venezuela de Maduro, a Rússia de Putin, a China do Partido Comunista e a Nicarágua de Daniel Ortega, “talvez sejam até piores do que o pior momento da ditadura militar aqui” no que se refere à repressão e ao desaparecimento de opositores. “Se um país está defendendo a democracia doméstica, é um pouco complicado apoiar governos que não são democráticos”, argumentou.

De volta ao batente

Formado em Jornalismo e político de profissão, embora retirado das disputas eleitorais por razões conhecidas, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, é agora colunista do jornal Correio da Manhã. No pé de cada artigo um simples “Jornalista” serve para o identificar. Nada de ex-governador, ex-senador, ou ex-deputado estadual. Já no Instagram, ele tem procurado se posicionar sobre assuntos relacionados ao Rio de Janeiro e buscado resgatar momentos de grande visibilidade durante sua passagem pelo Palácio Guanabara. Até o momento, no entanto, conquistou poucos seguidores: pouco mais de 26 mil.

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